Vocações

1. Candidatos

Os jovens que se sentem chamados a buscar a Deus como monges em nosso mosteiro devem preencher o questionário vocacional abaixo (7) . Através deste inicia-se o acompanhamento vocacional. Juntos, o mestre e o candidato procuram escutar o chamado de Deus e discernir a vontade do Senhor.

 

Após o contato inicial, se ambos concordam em iniciar um processo de acompanhamento vocacional, o vocacionado passa a ser considerado candidato à vida monástica. Ele é convidado a passar algum tempo na hospedaria do mosteiro para rezar, ler e buscar conhecer aquilo que Deus lhe pede. Essas visitas se repetem algumas vezes e, à discrição do Mestre de Noviços, continuam, ou são interrompidas.

 

Para que seja aceito, o jovem candidato deverá ter no mínimo 18 anos de idade, ser solteiro ou viúvo e sem compromissos afetivos estáveis. Deve ter boa saúde física, equilíbrio emocional e psicológico. Precisa ter o segundo grau completo e disponibilidade para o estudo. Não pode ser arrimo de família. Acima de tudo deve ter grande desejo de se entregar totalmente à busca de Deus na forma de vida monástica.

 

Após várias visitas mais curtas, o candidato é convidado para um período de experiência mais longo, de aproximadamente três meses, já no mosteiro. Terminado esse período de experiência, o candidato pode pedir, se desejar, o ingresso na comunidade. Caso seja aceito, Dom Prior marca uma data para sua entrada.

 

 2. Postulantado

No dia marcado, o jovem é recebido na comunidade para um tempo de experiência maior, chamado “postulantado”. Esse período dura um ano. O postulante não é membro da comunidade ainda, mas participa de todas as atividades comunitárias e tem a oportunidade de experimentar nosso modo de viver. Tem aulas de formação e é acompanhado em seu discernimento vocacional. Trabalha com os irmãos, no que lhe for pedido, e está sujeito à disciplina da comunidade.

 

3. Noviciado

Terminado o tempo do postulantado, o jovem pode pedir para ser recebido como “noviço”. Esse pedido é considerado pela comunidade monástica. Se aceito, faz um retiro em preparação e entra no noviciado, recebendo o santo hábito monástico e um novo nome, que é escolhido com Dom Prior dentre os santos da devoção da pessoa. O noviciado tem duração de um ano. É tempo de silenciosa escuta de Deus, de estudo, de oração e de trabalho. É tempo de se conhecer melhor e de buscar, com ardor, a vontade de Deus para cada um. O noviço é acompanhado pelo mestre e por outros irmãos que o ajudam a ouvir a voz de Deus a lhe falar.

 

4. Profissão Temporária

Depois de um ano, o noviço pode pedir para ser admitido à Profissão Temporária. Na Profissão Temporária o noviço faz os votos de Obediência, Conversão dos Costumes e Estabilidade, segundo a Regra de São Bento. Se aceito pelo capítulo (reunião de todos os monges professos solenes do mosteiro), o noviço professa, publicamente, esses votos e se vincula, por um ano, à comunidade monástica.

 

A Obediência, prestada ao Cristo, na pessoa do superior e dos irmãos, é meio de alcançar o fim para o qual se veio ao mosteiro: buscar a Deus. Encontra-se Deus pela obediência à imitação de Cristo Jesus, nosso Senhor, que se fez obediente até à morte (Fl 2,8).

Pela Conversão dos Costumes, o monge busca diariamente, nas vicissitudes da vida no mosteiro, conhecer e se afastar de tudo aquilo que o separa de Deus, e abraçar tudo aquilo que o leva a Ele. Nos votos monásticos estão incluídas a pobreza e a castidade professadas por outros religiosos. 

A Estabilidade é o voto de permanecer numa mesma comunidade, lugar que o monge ama e no qual se encontra com Deus. O monge acredita que Deus o chamou para viver num determinado mosteiro e para O servir em uma comunidade concreta. A Estabilidade manifesta também o desejo do monge e, consequentemente da comunidade monástica, de se viver sempre "estável" em Deus.

 

5. Profissão Solene ou Votos Perpétuos

Esses votos são renovados a cada ano, por três anos. Se o monge persevera em seu desejo de Deus, pede para professar esses mesmos votos definitivamente: é a Profissão Solene. Através dessa profissão, aquilo que o monge abraçou por três anos, abraça agora por toda a vida. Se admitido, passa a ser membro definitivo da comunidade. Na Missa Solene da Profissão Perpétua, o monge canta, por três vezes, o “Suscipe” (i.e., recebei-me), pedindo para ser recebido, segundo a Palavra de Deus, e para não ser confundido em sua esperança. Esta é a oração e o desejo do monge: ser recebido e sustentado pelo Senhor no humilde e nobre serviço prestado a Deus na vida monástica.

 

6. O Sacerdócio no Mosteiro

Alguns irmãos recebem, além da vocação monástica, a vocação sacerdotal. Se o superior e a comunidade discernirem, junto com o irmão, ser ele chamado ao sacerdócio, pode este se preparar, depois do noviciado, para o sacerdócio, através dos estudos de Filosofia e Teologia. Os sacerdotes no mosteiro não se distinguem dos outros monges, exceto pelo serviço ministerial que exercem sob a direção do superior.

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